quarta-feira, 30 de março de 2011

SEXTA- FEIRA, 01 de Abril - 18h

Reunião do Comitê de Mobilização Contra o Genocídio da População Negra

Rua Abolição, 167 - Bela Vista - SP


Veja como foi o ATO do dia 21 de Março. Acesse:





A UNEafro-Brasil manifesta seu repúdio ao já conhecido fascista Deputado Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, por suas últimas declarações.

O “nobre” deputado cumpre de maneira exemplar seu papel: dá corpo, voz e representação à parcela conservadora, racista e homofóbica da sociedade brasileira.

E o nosso corpo? E a nossa voz? E a nossa representação?

Veja e ouça as declarações. Rebele-se!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Comitê realiza ato Contra o Genocídio da População Negra em São Paulo

Na tarde e inicio de noite desta segunda feira, 21 de Março – dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, diversas organizações do movimento negro, movimento popular, grupos culturais e representantes de saraus periféricos promoveram o lançamento da Campanha Contra o Genocídio da População Negra.

O local escolhido para o Ato foi a histórica Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, capital paulista.

Durante toda tarde foi feita agitação propaganda, através da distribuição de panfletos e diálogo com a população. A partir das 15h, já com uso de equipamento de Som, militantes e cidadãos soltaram sua vóz em momentos emocionantes de denuncia do racismo. “A policia me agride e de chama de negra fedida”, disse revoltada a Sra. Diná, moradora rua da região Central de SP.

Diversos grupos e artistas participaram do ato: James Bantu, Jairo Africania, LG, FIXX, Tito Força Ativa, Rodrigo Expressão Verbal, Anderson UNEafro, além de artistas representantes de importantes Saraus periféricos tais como Sarau do Binho, Cooperifa, Sarau Palmarino, entre outros, além da participação especial da Trupe A Rua Circo.

O Comitê de Mobilização Contra o Genocídio da População Negra, composto pelas organizações que promoveram o Ato, prevê a realização das próximas atividades nas periferias de todas as regiões da cidade de São Paulo ainda no mês de Abril. Para Maio a intenção é construir desde já um grande Ato de 13 de Maio, dia Nacional de Denuncia do Racismo.

Leia (anexo) a íntegra da Carta Aberta do Comitê de Mobilização Contra o Genocídio da População Negra e veja fotos:




domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sobre a presença de Barack Obama no Brasil:

O presidente Barack Obama, primeiro negro a dirigir o império estadunidense, estará no Brasil nos dias 19 e 20 de Março. Ironia do destino, véspera do dia 21 de Março, quando se celebra o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Mas, o que tem a dizer os movimentos populares e, especialmente, o movimento negro brasileiro diante da presença de Obama no Brasil?

Para nós, da UNEafro-Brasil, apesar da importância simbólica e histórica de sua eleição (afinal, trata-se de um negro dirigindo um país com histórico de preconceitos e perversidades acentuadíssimas contra a população negra), Barack Obama não surpreendeu e simplesmente manteve a imposição da cartilha capital-imperialista dos EUA ao resto do mundo.

Para dentro de casa, a política de Obama impõe a violência, a tortura, a prisão e a morte. Os EUA detém a maior comunidade carcerária do mundo. Destes, maioria esmagadora de negros e outros tantos condenados foragidos ou respondendo a processos.

A crise econômica que mina a sociedade norte-americana não é novidade para os negros estadunidenses, que vivem em regiões que continuam a ser os “bairros dos negros”, onde os serviços públicos são precários e onde os empregos são os piores e mal pagos.  Múmia Abul Jamal, símbolo internacional na luta do povo negro continua no corredor da morte e o Sul dos EUA, empobrecido e abandonado, sofre ainda com os efeitos do furacão Katrina, além da presença permanente das organizações racistas, inclusive remanescentes da Ku Klux Klan.

Para fora, a política militarista e as articulações lobistas continuam. Obama mantém a prisão de Guantánamo e o embargo imperialista a Cuba; O apoio à manutenção das tropas estrangeiras no Haiti, além da permanente intervenção militar na América Latina a partir do cooptação dos governos do México e da Colômbia. A mesma lógica imperialista se mantém no oriente médio, onde os EUA colocam seus interesses econômicos acima da autonomia e da cultura dos povos daquela região.

Diferente do que gostaríamos, Barack Obama, o primeiro negro a ocupar a chefia do império estadunidense se comporta como um branco, governa como um branco e impõe seu poder, como comandante da maior potência econômica mundial (apesar da crise), como se fora um velho Ianke.

Por estar a serviço do capitalismo e dos interesses das megacorporações econômicas do mundo; Por dar continuidade à política imperialista e racista centenária dos EUA; Por empregar, direta ou indiretamente, políticas de genocídio e extermínio em todo o mundo, em especial na África, América Latina e em países do Oriente Médio, Barack Obama não nos representa e não pode ser considerado um de nós!

Fora Obama, traidor do povo negro no mundo!



03-18-2011
UNEafro-BRASIL
Open Letter on Barack Obama’s visit to Brazil

President Barack Obama, the first black person rulling the US empire, will be in Brazil through March 19th to 20th.  Irony of fate, his visit happens one day before we celebrate the United Nations International Day Against Discrimination. What do we – social movements, and mainly the black movement - have to say about Obama’s visit?

While UNEAFRO-BRASIL acknowledge the symbolic and historical dymension o f Obama’s election (given the  legacy of discrimination and racial violence against the black population in the US), he does not represent changes in the US imperial and capitalist mode of domination to ‘the rest of the world’.

Regarding its internal politics, Barack Obama’s government reinforces and reproduces violence, torture, prison and death, as the US prison industrial complex exemplifies. The United States remains, under Obama’s, the larger penal democracy in the world, with as much as 2.5 million people behind bars, the majority of them Black and Latino youth.

The economic crises that has become a nightmare to the US white civil society is  not new to the black and latino ghettos where its population live in a perpetual state of sierge, without access to public education, employment, state facilities and so on.

Múmia Abul Jamal international symbol of the black people struggle of liberation continues in the death row, Assata Sakur, the Black Panther Party leader continues living in exile, and the Black South of the US continues under an structural marginalization as Katrina’s un-natural disaster and the state aftermaths (non)responses suggests. Indeed, criminal organizations such as the Ku Klux Klan and the rampant explosion of Anti-Immigration Groups in the Mexican-US border remind us of the continuity of the state-sponsored racial terror in the ‘land of freedom’.

Regarding its foreign policies, the militarist approach endures under Obama’s administration as well. Contrary to his promises, Obama maintains Guatanamo prison and did not take step further to end the imperialist embargo against the Cuban nation. Also, he supported the military occupation of Haiti, the cup against the government of Manuel Zelaya in Honduras, the permanent intervention in Latin America through the interference and cooptation of Mexican and Colombian government. The same logic guides Obama’s ambivalent approach in the Midle East where he support authoritarian regimes according to the US interest, denies the Palestinian right to exist and prevent  the Arab people be the owner of its own destiny. 

Contrary to what we would like to believe, Barrack Obama, the first black president in the history of the white imperial power, behaves as a white, governs as a white and - as commander in chief of the world economic and military power - imposes US war machine as an old Yankee.

For being a representative of capitalism and the economic interests of giant corporations in the world; for continuing the imperialist and racist U.S  policies; for directly or indirectly employing/encoraging genocidal practices around the world, especially in Africa, Latin America and the Middle East; finally for lending his black face to the white imperial power, Barack Obama does not represent us and can not be regarded as one of us!

Relatoria da 2ª Reunião do COMITÊ DE MOBILIZAÇÃO CONTRA O GENOCÍDIO DA POPULAÇÃO NEGRA - SP

Organizações representadas em reunião de 11/03:

Apropuc
Assembléia Popular
Círculo Palmarino,
Comitê Paulista para imigrantes e refugiados
CMP
Construção Coletiva
Consulta Popular
MMC
MNU,
Mandato Ver. Carlos Neder (PT)
MH2O
Movimento Anarco Punk de SP
Ouvidoria da Policia de SP
Revista Debate Socialista
Sindicato dos Advogados de SP
Tribunal Popular
UJR
UNEafro-Brasil

Organizações representadas em reunião de 02/03 e ausentes em 11/03:

CONEN
Comitê de Luta pelo Transporte Público de Guarulhos
Liga Comunista
Movimento Indígena
Sinpeem
Sindsep-SP

  
  
Abertura

Após resgate do debate realizado na reunião de 02/03 e apresentação da Pauta

Encaminhamentos:

Nome para identificação do coletivo

Movimento de Mobilização Contra o Genocídio da População Negra

Reuniões Ordinárias

Toda sexta-feira, às 18h
Local: Rua Abolição, 167 – Bela Vista - SP

Lançamento imediato de campanha permanente:

“Campanha contra o genocídio da população negra”

·        Divulgação dos dados sobre o genocídio;
·        Agitação e promoção de debates em comunidades e periferias (Escolas, Posses, Associações de Bairro, Escolas, Cursinhos alternativos e Comunitários, etc..)
·        Convocação permanente de organizações, grupos e cidadãos para participar das reuniões do Comitê de Mobilização.

1ª Ação de Mobilização:

21 de Março, segunda feira
Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial
Local: Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal - Centro - SP
Concentração e agitação a partir das 12h – a tarde toda
Ato político-cultural às 18h

Texto para Carta Aberta

·        Esboço deve ser enviado aos emails até a noite de Sábado, dia 12/03; Responsável: Reginaldo Bispo-MNU;
·        Contribuições para o texto devem ser devolvidas ao R.Bispo até Segunda feira, dia 13/03.
·        Bispo reenviará a última versão do texto até quarta, dia 16/03, para aprovação final e confirmação das assinaturas das organizações;
·        Carta trará conteúdo de denúncia acerca do genocídio, além da chamada para as reuniões do Comitê;
·        A Carta deve ser tornada pública na atividade de 21 de Março;
·        Incorporar ao texto da Carta referência à violência da PM e PMunicipal ao MPL, bem como a história de criminalização do Companheiro Gegê, que irá à Juri popular em 4 e 5 de Abril;
·        Outros apontamentos sugeridos para a Carta: Sistema carcerário e aprisionamento de negros; Cotas; Mega Eventos no Brasil.

Sobre os GTs - Todos iniciantes e abertos a participação daqueles que queiram contribuir:

GT Infra para dia 21 de Março

·        Mesinha para Materiais e Som – Consulta Popular e UNEafro
·        Carro para o dia – Aldo - PUC
·        Material impresso – debate próxima reunião
·        Militantes para período da tarde: ao menos 1 por organização(próxima reunião)

GT Mapeamento de Grupos de luta Popular, Grupos Culturais e afins, em luta nas diversas regiões de SP

Responsáveis: Marisa, Luciete, Márcio, Milton Sales e Júnior

GT Institucional

Diálogo com ALESP, Judiciário e órgãos internacionais
Douglas, Miltão, Lúcia

GT Jurídico

Atualização do Dossiê e elaboração de novas peças a partir da busca de dados, estatísticas e informações fornecidas pelos órgãos oficiais
Marisa, Cleyton, João de Oliveira, Douglas.

GT Comunicação(???)

BLOG a ser construído com o intuito de servir de referencia para nossa comunicação. – Responsável: Junior


Calendário resumido

A partir de Hoje: Campanha permanente contra o Genocídio da Juventude Negra

Todas as Sextas – Reuniões do Comitê de Mobilização Contra o Genocídio da Juventude Negra

21 de Março – Ato no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial – Praça Ramos – das 12h às 21h

Mês de Abril – mobilização e promoção de atividades em comunidades periféricas

Mês de Maio - Organização do 13 de Maio de Luta

Mês de Junho – Organização de um Seminário sobre o Genocídio da População Negra e assuntos correlatos



VEJA RELATORIA DA 1ª reunião de 2011