sexta-feira, 29 de julho de 2011


Outras cidades e regiões onde você encontra cursinhos da UNEafro:




São Paulo (Centro e zonas Sul, Norte e Leste); Santo André, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Poá, Itaquá, Suzano, Mogi das Cruzes, Guarulhos, Campinas, Várzea Paulista, Jundiaí, Itatiba, Piracaia, Bragança, Atibaia, Nazaré Paulista, Itariri e Itu.




Vestibulares, ENEM e Concursos Públicos  
Estude em um dos 42 Cursinhos Comunitários da UNEafro. O foco didático-pedagógico é transversal, com conteúdos acadêmicos, étnico-raciais e formação política. O trabalho é desenvolvido por professores capacitados e com material didático de alto nível. 

Cotas nas Públicas, Bolsas no ProUni e Ensino Técnico 
Prepare-se para Universidades Públicas e Escolas Técnicas, em especial aquelas que adotam cotas para negr@s e estudantes de escolas públicas. A preparação voltada para o ENEM aumentará a sua chance de ingressar em uma Universidade Federal ou conquistar bolsas de estudo através do ProUni.


Cultura Brasileira
Poesia, música, teatro, dança afro e percussãoA UNEafro também é Ponto de Cultura! Tod@s que desejam desenvolver talentos artísticos ou participar de saraus e oficinas culturais estão convidad@s!


Quem Somos
A UNEafro Brasil - União de Núcleos de Educação Popular para Negr@s e Classe Trabalhadora,  é um movimento popular que reúne militantes da luta anti-racista, da causa das mulheres, do combate a todos os tipos de discriminação, da defesa da educação popular e da luta contra a exploração capitalista. Junte-se a nós!

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Negr@s de Luto e de Luta
Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

 “Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” Art 5º, III da Constituição Federal
  
O dia 13 de Maio, data em que lembramos a “Falsa Abolição da Escravidão”, hoje é celebrado como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Afinal, além de sofrer com as desigualdades sociais, a população negra sofre também com o maior câncer da sociedade brasileira: o racismo.

O país acompanhou as declarações do Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que em um programa de TV afirmou que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque "foram muito bem educados", relacionando a relação entre brancos e negros com “promiscuidade”. Na mesma semana outro deputado, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), usou o twitter para dizer que "os africanos são amaldiçoados".


 Infelizmente as palavras destes parlamentares racistas soam apenas como versão em prosa e verso de uma dura realidade que, 123 anos após a abolição, persiste: a morte física, cultural e simbólica de negras e negros.

Não bastassem as mazelas sociais que afligem esta população por meio do desemprego, do subemprego, da falta de moradia, dos péssimos serviços de saúde e educação, da falta de oportunidades e do preconceito e discriminação racial em todos os níveis, percebe-se a vigência de um projeto de extermínio por parte do Estado Brasileiro também através de suas polícias.

Pesa sobre São Paulo um histórico de violência brutal direcionada ao povo negro. O massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 homens foram assassinados e os Crimes de Maio de 2006, quando policiais e grupos de extermínio ligados à PM promoveram o assassinato de cerca de 500 pessoas são episódios emblemáticos do terror estatal. O perfil das vítimas é sempre o mesmo: jovens, negros e pobres. 

Em 2010 nos revoltamos contra o assassinato de dois jovens motoboys negros, Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30 anos e Alexandre Santos, 25 anos. E em 2011 a violência continua: Em Ferraz de Vasconcelos, na grande São Paulo, uma mulher corajosa relatou em tempo real no “190”, o assassinato de um jovem levado por uma viatura da PM para o cemitério da cidade, onde foi executado. Longe de ser exceção, tais casos são a regra de uma policia que humilha, extorque e mata.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, de 27/04/11, no 1º trimestre deste ano, 111 pessoas foram mortas por policiais no Estado em casos de "resistência" - 90 delas na capital e na Grande São Paulo. Os PMs mataram 87 pessoas; os policiais civis, três. Na Baixada Santista, o cenário talvez seja dos mais graves. Depois dos Crimes de Abril de 2010 (quando 27 pessoas foram assassinadas, em apenas uma semana, por grupos de extermínio na Baixada), durante o mês de Abril de 2011, apesar de todas as denúncias dos movimentos sociais, repete-se o cenário de terrorismo estatal: agentes policiais e grupos de extermínio voltando a agir, praticando novas chacinas e aterrorizando toda população.

A situação de violência racista se estende por todo o país. A instalação de UPP`s e polícias travestidas de “comunitárias” promovem repressão, faxina étnica e deslocamento das populações em função da Copa do Mundo e Olimpíadas. Há também uma onda de agressões a consumidores negros em shoppings, redes de supermercados e lojas tais como Walmart, Carrefour, Eldorado, Marisa, Americanas e bancos privados e públicos, como, por exemplo, a agência do Banco do Brasil em SP, em que o rapper e poeta negro James Bantu fora constrangido e agredido por seguranças e PMs em abril de 2011.

Ao mesmo tempo em que o braço armado do Estado oprime a população negra, nos espaços de poder institucionais, agrupamentos conservadores e políticos racistas agem no sentido de impedir o avanço de politicas públicas e de reparações para o povo negro brasileiro. Os senadores Demóstenes Torres e Katia Abreu lideram os grupos que defendem a prática do trabalho escravo em propriedades rurais dos barões do agronegócio; a tentativa de derrotar a políticas de Cotas em universidades no STF; e o cinismo cruel em negar as Titulações dos Territórios Quilombolas.

Neste dia de denúncia e de luta contra o racismo, tomamos mais uma vez as ruas de São Paulo e do Brasil para exigir reparações e provocar uma reflexão a toda sociedade brasileira: É preciso dar um basta na violência racista!


Dados da realidade:

·         33,5 mil jovens serão executados no Brasil no curto período de 2006 a 2012. Negros têm risco quase três vezes maior de serem assassinados – SEDH/UNICEF-2009

·         De cada três jovens assassinados, dois são negros - Mapa da Violência 2011

·         Assassinato de jovens brancos caiu 23,3% enquanto o assassinato de jovens negros cresceu 13,2% - Mapa da Violência 2011

·         A cada dia morrem de 2,6 mulheres pretas ou pardas por complicações na gestação. O mesmo problema vitima 1,5 das mulheres brancas; 40,9% das mulheres pretas e pardas nunca fizeram mamografia; 18,1% das mulheres pretas e pardas nunca haviam feito Papanicolau – Relatório Desigualdades Raciais UFRJ - 2010

·         56,3% das mulheres negras estão ocupadas como empregadas domésticas (INSPIR/ DIEESE/ AFL-CIO, 1999)

·         Dos 6,8 milhões de analfabetos em todo o país que frequentam ou tinham frequentado a escola entre 2009 e 2001, 71,6% são pretos e pardos - Relatório Desigualdades Raciais UFRJ – 2010


Reivindicações:

·         Contra o genocídio da População Negra;
·         Por reparações históricas para a população negra brasileira;
·         Pela Manutenção das Cotas para negros/as nas Universidades, questionadas pelo DEM no STF, e ampliação dessa política a todas as IES Públicas Estaduais e Federais;
·         Pela Manutenção do Decreto 4487, que regula a Titulação dos Territórios quilombolas;
·         Pela cassação dos mandatos dos parlamentares racistas Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP), por quebra de decoro e crime de racismo;
·         Tipificação dos casos de violência policial, que resultem ou não em mortes, como crimes de tortura, conforme a Lei 9455/97;
·         Instituição de uma CPI das Polícias de São Paulo, que vise desmantelar milícias, apurar denúncias/crimes e punir responsáveis;
·         Fortalecimento das Ouvidorias e Construção de uma Corregedoria única, autônoma, controle e fiscalização por parte da sociedade civil;
·         Pelo fim do registro de "Resistência seguida de morte" ou "Auto de resistência" para as execuções sumárias;
·         Pelo fim dos fóruns privilegiados para Autoridades e Polícias;
·         Exigência de indenizações para todas as vitimas de violência e/ou seus familiares;


Assinam

Uneafro-Brasil, Círculo Palmarino, MNU, Tribunal Popular, Consulta Popular, Unegro, Força Ativa, Fórum de Hip Hop - SP, C.A. XI de Agosto – USP, Conen-SP, Construção Coletiva – PUC-SP, Movimento Indígena Revolucionário, Apropuc, Assembléia Popular, Revista Debate Socialista, Sindicato dos Advogados de SP, Amparar, Mães de Maio, Núcleo de Consciência Negra na USP, Coletivo Feminista Yabá, Movimento Anarcopunk-SP, Sujeito Coletivo-USP, Coletivo Diversidade, Sindicato dos Metroviários, CST-Conlutas, Rede Contra Violência-RJ, Oposição Alternativa-Apeoesp, Reaja-BA, Amafavv-ES,  Barricadas, Grêmio Estudantil da E.E. Rui Bloem, MH20 do Brasil, Cursinho Força Afro – Capão Redondo, Banda Som D'zion, Luta Popular, Dignitatis - Assessoria Técnica Popular.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

E você? Vai esperar assassinarem um dos seus?
Prepare-se   -   Agende-se   -  Rebele-se!


quarta-feira, 27 de abril de 2011


Organização ATO 13 DE MAIO DE LUTA

Próxima reunião terça feira, dia 03 de Maio, às 18h30 no escritório Central da UNEafro, rua Abolição 167, Bela Vista – Centro - SP


Relatoria da reunião de organização organização do Ato de 13 de Maio de Luta do dia 26 de Abril de 2011.

Convite aberto:
Próxima reunião terça feira, dia 03 de Maio, às 18h30 no escritório Central da UNEafro, rua Abolição 167, Bela Vista – Centro


Organizações que convocam o Ato: (Favor, aguardamos novas confirmações).

MNU
UNEafro-Brasil
Círculo Palmarino
Unegro
Tribunal Popular
Consulta Popular
Mães de Maio
Força Ativa
Fórum de Hip Hop
Assembléia Popular
Amparar
C.A. XI de Agosto – USP
Construção Coletiva – PUC-SP
Apropuc
Sindicato dos Advogados de SP
Revista Debate Socialista


Sobre o local – Praça do Patriarca (Matriarca) – Protocolo do Oficio do pedido de autorização de uso do espaço público foi feito ontem pela manhã. Um via do protocolo ficou com o Julião da Conem que ajudará na articulação junto a setores da Prefeitura para a liberação.

Modelo de Atividade
Concentração e Agitação a partir das 12h. Ato Político às 18 horas. 19h Saída em cortejo cultural pelas ruas do Rap Hourno centro

Infra para Ato:
Som – Garantido equipamento do coletivo Força Ativa – ZL/Tiradentes (Wellington). Necessita meio de transporte para retirada e devolução.
Palco ou Tablado – Necessidade ainda sem solução. Juninho (Circulo Palmarino) e Danilo (Mães de Maio) ficaram de ver com o Grupo de Teatro que emprestou tablado no ano passado.
Carro Disponível para Corres no Dia: Pendente – Alguém se habilita?
Som para o Cortejo/Caminhada – precisamos de um som móvel pequeno ou algo que o valha. Em última instância um BOM mega fone. Quem pode ajudar????????

Material de Divulgação - Produção
Arte do Material para Net – Deve ficar pronto Hoje a noite – Juninho do Círculo está na responsa.
Texto político – Foram produzidos três textos que acabaram não circulando (textos do Reginaldo MNU, Douglas UNEafro e Welington Força Ativa). O companheiro Welington do Força Ativa ficou com a tarefa de sintetizar e transformá-los em uma proposta final que deverá rodar para contribuição e confirmação de assinatura. Rô, Haidée(Puc) e Danilo (Mães de maio) ficaram de enviar contribuições diretas a ele. Douglas da  UNEafro está no apoio.

Material de Divulgação - Reprodução
De imediato devemos garantir locais para rodar o panfleto reduzido, apenas com a chamada para distribuirmos nos principais Atos de 1º de Maio. Material fica pronto ainda hoje e temos quinta e sexta para reproduzir. A princípio, ficou assim o mapa de possibilidades:
·         Apeoesp – Sara/Consulta
·         Sintrajut – Sara/Consulta
·         Sintaema – Julião/Unegro
·         Defensoria – Haidée – PUC
·         Mandato Ivan Valente – Juninho/Círculo Palmarino
·         Mandato Zé Cândido – Heber UNEafro/Miltão MNU
·         Sind. Advogados – Sara/Consulta
·         Mandato Vicente Cândido – Claudinho PT

Divulgação – Rua!
De imediato: Ações nos 3 principais atos de 1º de Maio. Responsáveis:
Praça da Sé (Douglas UNEafro – Juninho Círculo)
CUT (Claudinho PT)
Unificado das Centrais (Julião – UNEafro)

Além de todas as listas e imprensa possíveis, devemos organizar panfletagens dirigidas. O mapeamento inicial é seguinte:
DCE-USP (Junior Consulta e Douglas UNEafro)
Núcleo Consciência Negra na USP (Leandro)
PUC-SP (Roberta, Haidée e Isa – Construção Coletiva)
C.A XI de Agosto – USP
Faculdade Zumbi dos Palmares (Afonso, Rô e Dani – UNEafro)
Regiões do Centro e periferias e serem definidas

Mobilização

Além dos esforços em mobilizar grupos de militantes e ativistas que deverão se locomover para o Ato por conta própria, há necessidade ainda de garantir transporte para algumas regiões:
1 Van - Articulação com representação de Quilombolas (Milton MNU)
1 Van – UNEafro Interior (Douglas)
1 Van – Amparar (Railda)
Contribuição para ônibus da Baixada – Mães de Maio

Busca de recursos financeiros:
Articulação junto a parlamentares – Alesp/Câmara Vereadores (Miltão MNU e Junior Consulta. No apoio Marcia Cabral Julião Mand. Leci e Claudinho  Mand. Vicente)
Apropuc – Valério
ONDE MAIS ????????????????????????

Agenda:
Gabinete do Netinho – Sexta Feira – 10h – Câmara Vereadores
Representantes: Marcio – Círculo / Junior – Consulta / Milton MNU / Márcia Cabral